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Fogo - Gente de Chã das Caldeiras mais rápida que as autoridades

Um momento da cerimónia de premiação do P. Ottavio Fasano, com a presença do Embaixador, dos dois Presidentes de Câmaras do Fogo, do Empresário e outros. - RV

24/11/2017 15:05

Fez, ontem, 23 de Novembro, 3 anos que o vulcão da ilha do Fogo, em Cabo Verde, entrou em erupção. Uma erupção que viria a terminar só a 8 de Fevereiro de 2015, depois de 77 dias durantes as quais expulsou cerca de 125 milhões de toneladas de lava; lava que destruiu na sua passagem boa parte de Chã das Caldeiras com os povoados de Portela, Bangaeira e ilheu de Losna. Causou também enormes prejuízos socioeconómicos  e ambientais com a destruição de lavras, infra-estruturas, e a morte de animais e sobretudo deixando sem abrigo e sem actividades económicas mais de um milhar de pessoas. Felizmente, não houve vítimas humanas. De salientar que a população de Chã vive de agricultura, pecuária e algum turismo.

O Governo prometeu ajudar em breve tempo a população a retomar a sua vida normal, nomeadamente com a construção de casas e criação de empregos… Mas três anos depois, as casas ainda não foram construídas. Então, a população de Chã está a seguir em frente independentemente das autoridades centrais e locais, que agora se vêm também obrigadas a virar a atenção para a seca que afecta o arquipélago e que tem graves consequência para essa ilha essencialmente agrícola – explicou-nos em Roma, os Presidentes das Câmaras de São Filipe e Mosteiros, respectivamente, Jorge Nogueira e Carlos Fernandinho Teixeira. Vieram a Roma recentemente da premiação do frade capuchino Ottavio Fasano premiado pela Academia dei Lincei que levou em consideração os projectos sociais da Congregação na Ilha, e para conhecer experiencias agrícolas e de outros tipos (de que já falamos anteriormente) que possam levar ao desenvolvimento da ilha caboverdiana do Vulcão. Vieram acompanhados, entre outros, do empresário António Pires.

A Rádio Vaticano falou com eles acerca da emergência da erupção e da seca que está a afectar Cabo Verde, criando uma dupla emergência para a ilha do Fogo: a da erupção ainda não resolvida e agora o mau ano agrícola. 

Oiça as suas palavras aqui na rubrica "África Global" 

(DA) 

24/11/2017 15:05