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Portugal: Associação católica “O NINHO” assinala 50 anos

Luta contra a prostituição e tráfico humano - AFP

19/11/2017 12:58

As comemorações tiveram inicio no passado dia 17 no seminário “Mundos e Mundos”, que decorreu no Fórum Lisboa, onde foi homenageada a fundadora, Inês Fontinha.

Uma Instituição Particular de Solidariedade Social católica que se dedica à promoção humana e social de mulheres vítimas da prostituição, um trabalho que começou em Portugal em 1967 inspirado no modelo francês de “O Ninho”, criado em Paris em 1936 pelo padre André Marie Talvas.

Uma sessão que contou na sessão de abertura com a presença do Cardal Patriarca de Lisboa que falou da prostituição como um “problema global” que exige também uma resposta global”.

D. Manuel Clemente reafirmou que “O Ninho” deu uma “resposta consistente” ao problema da prostituição durante os últimos 50 anos e é “uma instituição cheia de futuro”.

Para o prelado, “se acabasse neste mundo o comércio de armas, o tráfico de droga e o tráfico de seres humanos, em grandíssima parte para a prostituição, o mundo daria um salto qualitativo imenso”.

Por seu lado, o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, agradeceu o trabalho realizado por esta intuição católica, reafirmando “o compromisso da cidade em aprofundar este caminho conjunto com a Associação O Ninho, e com todas as IPSS”.

Um seminário que ficou marcado pela homenagem a Inês Fontinha, diretora da Instituição entre 1975 e 2014, que considera a prostituição “a maior violência exercida sobre seres humanos”, e desafiou as instituições da Igreja Católica a manifestarem o seu compromisso “com dignidade humana nesta situação concreta das mulheres que são prostituídas”.

Para a fundadora desta associação que recebeu o Prémio Direitos Humanos em 2003, da Assembleia da República, a possível legalização da prostituição em Portugal que tem sido periodicamente lembrado pela juventude do Partido Socialista, significaria “dar oportunidades aos traficantes de serem empresários e de traficarem e o tráfico deixar de existir”.

De Lisboa, o nossos correspondente Domingos Pinto.

19/11/2017 12:58