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Igreja \ África

Aprofundar a dimensão da Caridade - D. Manuel dos Santos

D. Manuel dos Santos (2º da esquerda) celebrando a Eucaristia em São Tomé com outros bispos dos países lusófonos - RV

30/09/2017 18:02

O 2º Encontro da Cáritas-África realizada em Dakar de 18 a 20 de Setembro, sobre o papel dos bispos na organização e coordenação dos serviços da caridade em África, veio reforçar quanto já havia sido definido no 1º Encontro, em Kinshasa, em 2012. Isto é,  que o bispo não pode considerar os serviços das Cáritas como um aspecto secundário da sua missão. Faz parte da tríplice missão da Igreja: evangelização, sacramentos  e caridade, precisamente. Por isso, o Bispo deve considerar as Cáritas um aspecto fundamental do seu ministério e, como tal, deve  dinamizá-lo, profissionalizá-lo e fazer com que exprima o amor de Deus para com a humanidade e a solidariedade entre irmãos.

Para D. Manuel dos Santos, profissionalização e espírito cristão caminham juntos nesta matéria, mas para Cáritas com poucos meios como as de São Tomé e Príncipe, não é fácil. Contudo, cinco anos após o encontro de Kinshasa é bom fazer-se um balanço até porque, entretanto – diz - foi criado no Vaticano um novo Dicastério que reúne os serviços sociais e de caridade: o Dicastério para Promoção do Desenvolvimento Humano Integral, e as Cáritas devem estar em sintonia com isto e com outros documentos da Igreja como por exemplo "Intima Ecclesia Natura".

A Cáritas de São Tomé tem vindo a fazer as modificações para estar à altura da sua missão, como a mudança de estatutos - explica D. Manuel, segundo o qual os serviços das Cáritas são chamados a adequar-se aos novos tempos por forma a dar respostas cristãs a problemas reais.

Ele explica ainda que o facto de ele ter assumido as rédeas da Cáritas nacional conforme exigido de forma geral pela Igreja universal, gerou algum problema, pois havia anos que era regida por um leigo. Mas actualmente trabalha em sintonia com todos os componentes do directivo da Cáritas e, quando interrogado se depois do encontro de Dakar ia mudar alguma coisa, respondeu que isso dependerá do grupo todo que rege as Caritas em São Tomé e Príncipe.

Oiça aqui a entrevista que deu à Rádio Vaticano em Dakar.

(DA)

30/09/2017 18:02