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Igreja \ África

Organizar a caridade e deixar-se organizar pela caridade

D. Estanislau Chindecasse (3º da esquerda) numa das celebrações liturgicas durante o encontro de Cáritas-Africa em Dakar - RV

20/09/2017 08:05

Numa das sessões dos trabalhos da Cáritas-África a decorrer em Dakar de 18 a 20 deste mês, os bispos foram desafiados a organizar o serviço da caridade, mas também a deixar-se organizar pela caridade. O desafio foi lançado pelo Cardeal Tagle, Presidente da Caritas Internacional, ao falar da actualidade da encíclica de Bento XVI, “Deus Caritas Est”.

Por outro lado, D. Nicodème Barrigah-Benissan, bispo de Atakpamé e Presidente da Caritas do Togo, deteve-se sobre a organização da caridade na Igreja e pela Igreja à luz do Motu Próprio “Intima Ecclesia Natura” de Bento XVI.

Ele convidou, provocatoriamente, os seus pares a serem motor e não obstáculo na organização das Caritas. Para ele, o Bispo corre o risco de ser um obstáculo por falta de visão, tempo e competência  para enfrentar essa tarefa.

E deu diversas indicações sobre como ultrapassar esses inconvenientes.

A sua comunicação foi muito apreciada pelos bispos  por reforçar a consciência desta imensa tarefa da organização profissional das Caritas, no amor de Cristo, a que são chamados e perante a qual correm o risco de se sentir ultrapassados.

A enviada da Rádio Vaticano ao encontro, Dulce Araújo, pediu a alguns bispos dos PALOP para comentarem esses dois pontos:

D. Estanislau Chindecasse, Bispo do Dundo e Presidente da Cáritas de Angola; D. Manuel dos Santos, Bispo de São Tomé e Príncipe, Presidente da Cáritas do País, e D. Ildo Fortes, Bispo de Mindelo, actualmente à frente da Cáritas do Arquipélago,  e D. Francisco Chimoio, Arcebispo de Maputo e Presidente da Conferencia Episcopal de Moçambique.

De forma geral, consideram que responder aos problemas do mundo de hoje exige uma boa organização profissional das Cáritas, mas isto não deve matar o espírito de amor que rege este serviço. O bispo não pode delegar o serviço da Cáritas, mas não deve também sentir-se ultrapassado por essa tarefa que deve desenvolver em sinergia com os directores e demais pessoal.

Ouça tudo aqui na rubrica “África Global”

 

20/09/2017 08:05