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Medio Oriente: sinais de paz na Palestina

Sinais de paz entre Hamas e o movimento al-Fatah, na Palestina - AFP

19/09/2017 11:44

Nos últimos dias foram registados importantes sinais de paz na Palestina. Tratou-se de uma declaração difundida pelo movimento islâmico Hamas na qual aceita por inteiro as condições principais de negociação colocadas pela Autoridade Nacional Palestiniana que é controlada pelo movimento Al-Fatah do presidente Abu Mazen.

Recordemos que o Hamas controla desde o ano 2007 a Faixa de Gaza e nesta declaração é dada luz verde para as eleições gerais palestinianas a realizar seja em Gaza seja na Cisjordânia.

Este anúncio surge como resposta ao processo de mediação que está a ser liderado pelo Egito com o objetivo da reconciliação, por forma a colocar um fim às divisões que subsistem entre os vários movimentos protagonistas da história recente da Palestina. De entre as condições que o Hamas declarou aceitar está aquela tão importante da dissolução da Comissão Administrativa que governa a Faixa de Gaza restituindo o poder a um governo de unidade.

Esta tomada de posição do Hamas é uma mudança que pode abrir “no horizonte uma verdadeira reconciliação” com a Al-Fatah. Quem o disse à rádio militar foi o ex-ministro palestiniano Ashraf al-Ajrami. Declarou ainda que se esta for uma “posição concreta” poderá vir a ser declarada uma resposta positiva por parte do presidente Abu Mazen. Segundo o ex-ministro palestiniano será, no entanto, necessário “ainda tempo” para que seja reconstruída uma “confiança recíproca” que permita novas eleições.

Muito provavelmente, de entre as razões que levaram o Hamas a assumir esta relevante tomada de posição poderá estar a grave crise humanitária em Gaza, razão que, aliás, levou a Autoridade Palestiniana a promover uma ofensiva diplomática que possibilite uma recomposição das forças que leve a um governo de unidade nacional. Neste sentido vão também os recentes dados apresentados pelas Nações Unidas que consideram que Gaza poderá ser até 2020 uma das zonas densamente povoadas no mundo a serem consideradas “não vivíveis”.

Entretanto, o presidente Abu Mazen partiu para os Estados Unidos da América para participar nesta terça-feira dia 19 de setembro nos trabalhos da Assembleia Geral das Nações Unidas e também para se encontrar com o presidente norte-americano Donald Trump.

(RS)

19/09/2017 11:44