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RCA. Bispo alemão D. Ludwig Schick: pôr fim aos assassinatos

Deslocados internos na República Centro-Africana - AFP

28/08/2017 14:47

"Quase todo o País é mantido em regime de terror por vários grupos de terroristas armados. Graves violações dos direitos humanos estão na ordem do dia: a comunidade internacional deve trabalhar para pôr fim aos assassinatos na República Centro-Africana" - é a mensagem do arcebispo Ludwig Schick (Bamberg), presidente da Comissão Igreja Universal da Conferência Episcopal Alemã, que acabou de voltar de uma viagem à República Centro-Africana.

Em jogo estão interesses económicos e poder
Dom Schick – segundo informa a agência Sir – encontrou vários Bispos e representantes das Ordens religiosas activas no País que lhe descreveram a situação, os pesados contrastes entre as milícias da Séléka, Anti-Balaka e os Capacetes Azuis das Nações Unidas. "Em 14 das 16 províncias do País, as forças da ordem estatais estão quase ausentes", são milhares as pessoas deslocadas que não conseguem receber as ajudas humanitárias. Dom Schick sublinhou: "Embora alguns grupos armados instrumentalizem a religião para os seus próprios interesses, está claro que em jogo estão interesses económicos e políticos e que as motivações do conflito são múltiplas”.

Dom Schick teve encontros com autoridades civis e religiosas o País
Segundo informações de um comunicado da Conferência Episcopal, o Arcebispo alemão também teve encontro com o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Charles Armel Doubane, o Vice-Presidente da Assembleia Nacional e vários parlamentares. Houve também um encontro com o imame Kobine Layama, que contribuiu na fundação da "Plataforma das Religiões" em 2013 e com um responsável dos Capacetes Azuis: "Os soldados da ONU devem ser neutros no conflito e defender a população e  trabalhar para desarmar as milícias", ressaltou Dom Schick, convencido de que os responsáveis pelas violações devem assumir a responsabilidade e que se deve apoiar a construção de um estado que funciona na República Centro-Africana. Em Douala, Dom Schick também teve encontro com alguns bispos dos Camarões. (BS)

28/08/2017 14:47