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Líderes religiosos da Malásia contra o tráfico humano

Cidade de Kuala Lumpur - AFP

11/08/2017 15:40

Na Malásia, dez líderes religiosos assinaram, no passado dia 30 de Julho, por ocasião da Jornada Mundial contra o Tráfico de Seres Humanos, uma Declaração conjunta para travar este crime. A iniciativa – informa a agencia católica “Eglise d’Asie” -  foi promovida pela Arquidiocese de Kuala Lumpur, guiada por D. Julian Leow que afirmou: “pensamos muitas vezes que o tráfico de seres humanos seja um problema longínquo, que se verifica só noutros países. Na realidade, esse trafico assume muitas formas e hoje-em-dia  milhões de pessoas são vítimas dele em todo o mundo. E trata-se de homens, mulheres, crianças e até mesmo anciãos”.

“A triste realidade – continuou o prelado – é que este tipo de tráfico se verifica também aqui na Malásia, no nosso Estado, nas nossas cidades, nos nossos bairros”. O “Índice Global da Escravatura”, apontava, com efeito, para a existência de 128.800 pessoas a viver em situação de escravatura, na Malásia, em 2016.

A Declaração conjunta, de caracter inter-religioso, assinada na Malásia, afirma que “a exploração física, económica, sexual e emotiva de uma pessoa para fins lucrativos é um crime contra a humanidade, um flagelo que deve ser desenraizado”. Daí o empenho de todos os signatários, entre os quais cristãos, induístas, budistas e taoistas,  a fim de que se possa restituir a liberdade às pessoas vítimas da escravatura, “dando-lhes de novo a sua dignidade e um novo motivo de esperança na vida”.

Por ocasião da assinatura dessa Declaração, foi inaugurado também um sítio web intitulado “A Sarça Ardente”. Objectivo:  sensibilizar as pessoas sobre este “grave pecado”, e pôr à disposição recursos informativos, espirituais e materiais sobre o assunto. Além disso, através do sítio web, todos os interessados podem aderir à Declaração conjunta, mediante uma assinatura digital e, contribuir, assim, para o crescimento daquilo que chamaram de “Árvore da Esperança”.

A Declaração conjunta representa, todavia, apenas “um primeiro passo” - sublinha ainda D. Leow, segundo o qual é necessário que os diversos grupos religiosos desempenhem “um papel mais activo na luta contra o tráfico de seres humanos, sobretudo pondo juntos os respectivos recursos”.

(IP/DA)

11/08/2017 15:40