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Quénia. Líderes religiosos: eleições sejam credíveis, pacíficas e livres

Presidente do Quénia, Uhuru Muigai Kenyatta - AFP

17/07/2017 16:23

Credíveis, pacíficas e livres: assim deverão ser as próximas eleições gerais no Quénia, previstas para o dia 8 de agosto, pedem ao governo os líderes religiosos do País, num apelo conjunto emitido no fim de um encontro multicultural realizado em Nairobi no passado dia 13 de julho.

Medidas preventivas contra a violência e incitações ao ódio
Sublinhando em particular a importância da credibilidade nas operações de votação, os signatários do apelo convidam "todas as partes interessadas a tomar as medidas necessárias para garantir eleições credíveis". Daí, o convite às instituições do Estado para implementem algumas medidas preventivas contra a violência,  resolvendo as controvérsias através de um processo legal e aplicando sanções eficazes e imediatas para aqueles que incitam ao ódio. Ao mesmo tempo - continua a mensagem - a Comissão Eleitoral deverá assegurar que todos os sistemas eleitorais são funcionais e que os membros do organismo estejam preparados e competentes para monitorizar os procedimentos de votação.

Tutelar as mulheres candidatas
Um outro apelo é lançado a todos os agentes de segurança para que trabalhem para proteger aqueles com direito a voto e intervenham com firmeza contra aqueles que instigam  o ódio e a violência, em particular contra as mulheres candidatas. Por isso, os líderes religiosos convidam os quenianos não votar em ninguém que incita à violência, porque a pessoa que exerce a liderança deve sempre ter em consideração o respeito pelos direitos dos outros, sobretudo dos seus adversários políticos.

Manipular os votos é um pecado grave
Daí, o apelo estende-se também aos candidatos que vão perder nas eleições: "Aconselhamos a todos a se prepararem a esta eventualidade e, sobretudo, a reconhecer que a vida continua, independentemente do resultado das eleições", escrevem os líderes religiosos. Finalmente, reiterando que manipular os votos "é um pecado grave", os signatários da mensagem rezam para o bem da nação, para que "Deus conceda ao Quénia de ter justiça, unidade, paz, liberdade e prosperidade”. (BS)

17/07/2017 16:23