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Irlanda: nos dias 22 e 23 de julho Colecta para a Igreja em África

Secas e carestia no Quénia

11/07/2017 15:59

Quénia, Sudão do Sul, Somália, Etiópia: estes os Países destinatários da Colecta nacional especial que a Conferência Episcopal da Irlanda proclamou para os dias 22  e 23 de julho, em apoio às populações africanas afectadas por uma grande carestia. O dinheiro recolhido - informa um comunicado - será gerido pela Trócaire, a agência de desenvolvimento no exterior da Igreja Católica irlandesa, para fornecer comida, água, assistência sanitária e de primeira necessidade para cerca de 25 milhões de pessoas vítimas da pobreza.

Apelo para participar generosamente
Solicitando a adesão dos fiéis à Colecta, o arcebispo Eamon Martin, Primaz de toda a Irlanda, reiterou: "Milhões de pessoas na África Oriental sofrem de fome. As culturas já não produzem mais e o gado morre por falta de pasto e água". "Devemos perceber que, por trás destes números – destacou mais uma vez o arcebispo - existem pessoas reais, mães e pais de família, incapazes de alimentar os seus filhos famintos". Daí, o apelo a todas as paróquias irlandesas para "responderem a esta terrível tragédia com generosidade”.

Empenho concreto no terreno
Por seu lado, Dom William Crean, presidente da Trócaire, sublinha que o organismo está actualmente a conduzir uma campanha publicitária para sensibilizar as pessoas sobre a gravidade desta crise. "Os centros de saúdeda Trócaire na Somália estão tratando cerca de 19 mil pessoas por mês por má nutrição e doenças associadas, enquanto que mais de 13 mil crianças no Quénia receberão alimentos de alta energia”.

Uma crise esquecida pelo resto do mundo
Embora as Nações Unidas tenham descrito a situação nas zonas africanas devastadas pela seca como "a maior crise humanitária desde os tempos da Segunda Guerra Mundial", "a nível global, esta crise tem recebido pouca atenção - continua Dom Crean - o mundo está distraído pelas acções de alguns políticos, enquanto milhões de pessoas na África Oriental sofrem em silêncio. E isto é inaceitável”. (BS)

11/07/2017 15:59