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Mensagem da Santa Sé aos muçulmanos para o mês do Ramadão

Mês do Ramadão - EPA

02/06/2017 18:25

O Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso dirigiu  nesta sexta-feira, 2 de Junho, uma mensagem aos irmãos e irmãs muçulmanos de todo o mundo por ocasião do mês do Ramadão que estão a viver. Nela o Cardeal Jean-Luis Tauran, Presidente desse Dicastério, assegura a solidariedade orante da Igreja, e faz votos de serenidade, alegria e abundantes dons espirituais para este mês de jejum e para a festa conclusiva chamada “Id –al- Fitr.

O Cardeal Tauran recorda que este ano ocorrem 50 anos do envio da primeira mensagem ao mundo muçulmano por ocasião do mês santo do Ramadão, pelo então Papa Paulo VI. O Conselho Pontifício para o Dialogo Inter-religioso tinha sido criado havia apenas três anos.

Nos anos seguintes duas mensagens foram de particular importância: a de 1991, intitulado “A via dos crentes é a via da paz” e a de 2013 sob o título “A promoção do respeito mútuo  através da educação”, mensagens assinadas respectivamente pelo Papa João Paulo II e pelo Papa Francisco.

Na mensagem deste ano realça-se ainda a importância destas mensagens na promoção das relações cordiais entre cristãos e muçulmanos, prestando-se para reflexões sobre os desafios actuais e urgentes.

A mensagem deste ano inspira-se na encíclica do Papa Francisco “Laudato Si” sobre o cuidado para com a Casa Comum, dirigida não só a católicos e cristãos, mas a toda a humanidade. O Papa chama a atenção para os males causados ao ambiente, frisando que há mesmo algumas visões filosóficas, religiosas e culturais que representam uma ameaça para as relações humanas com a natureza. Acolher este desafio diz respeito a todos, independentemente de se professar uma fé religiosa ou não.

O próprio título da encíclica sublinha este aspecto: “Casa Comum”. Ninguém pode, portanto, impor, de forma exclusiva, a própria dimensão do planeta. É por isso que o Papa convida a “renovar o diálogo sobre o modo como estamos a construir o futuro do planeta… porque o desafio que vivemos, e as suas raízes humanas, nos tocam a todos”.

O Papa afirma  - lê-se na mensagem aos muçulmanos – que “a crise ecológica é um apelo a uma profunda conversão interior”, educação, abertura espiritual e uma conversão ecológica global para enfrentar adequadamente este desafio. A nossa vocação a ser custódios da obra de Deus não é nem facultativa, nem marginal em relação ao nosso empenho religioso como cristãos e muçulmanos. É parte essencial disso – remata o Cardeal Tauran, renovando mais uma vez, na sua mensagem, os votos de serenidade, alegria e prosperidade a todos os muçulmanos do mundo. 

(DA)

02/06/2017 18:25