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Moçambique e Holanda retomam o diálogo económico

- EPA

19/05/2017 10:38

Haia, Holanda – Segundo a Agência Angolapress, o ministro holandês dos Negócios Estrangeiros, Bert Koenders, afirmou que as próximas duas semanas serão determinantes para o seu país decidir sobre o reinício ou não, ainda este ano, do apoio directo ao orçamento do Estado moçambicano.

Falando a jornalistas na cidade de Haia, no final de um encontro mantido com o presidente moçambicano, Filipe Nyusi, que segunda-feira iniciou uma visita oficial de três dias a Holanda, Koenders disse acreditar numa decisão positiva, a avaliar pelas notícias encorajadoras que tem estado a receber sobre Moçambique, quer em relação as dívidas quer no que concerne ao processo da paz.

“O apoio directo ao orçamento é algo que pode acontecer a breve trecho, porque como sabeis temos muito boas relações com Moçambique e as noticias que temos recebido sobre a evolução da situação no país são muito positivas”, disse Koenders, sublinhando a importância da recepção do relatório da auditoria independente da empresa contratada
para apurar os contornos da dívida que levou os parceiros de cooperação a suspenderem o apoio directo ao orçamento.

“Nós entendemos que o processo de auditoria está a ser bem encaminhado. Por isso, estamos a trabalhar para retomar a cooperação entre os dois governos”, acrescentou Koenders.

Sobre as conversações com o presidente moçambicano, Koenders disse ainda que ambos abordaram a questão das pequenas e médias empresas devido ao seu elevado potencial para a geração de emprego e, consequentemente, a inclusão económica, para além de projectos tais como de transformação do gás de Rovuma em combustível líquido (GTL) a ser implementando pela multinacional anglo-holandesa Shell.

“Estamos a trabalhar em muitos projectos tais como o do GTL, portos e logística marítima, resiliência às mudanças climáticas, agricultura e estamos também a tratar do reinício do apoio à área da saúde em Moçambique ”, afirmou o diplomata holandês.

Por sua vez, o ministro moçambicano dos negócios estrangeiros e cooperação, Oldemiro Baloi, disse que “enquanto estivermos com ajuda económica financeira suspensa, há países como a Holanda que, por vias indirectas, nomeadamente ONG’s, vão libertando alguns meios que designamos de medidas paliativas pois o normal é a relação fluir entre os Estados sem intermediários dessa natureza embora se reconheça o papel complementar que essas organizações desempenham”.

Além do encontro com o ministro dos negócios estrangeiros da Holanda, o Presidente Nyusi visitou também um estaleiro naval em Roterdão, escalou o centro de tecnologia da Shell, em Amsterdão, e reuniu com cerca de 50 empresários moçambicanos que integram a sua comitiva.

19/05/2017 10:38