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Emergência de carestia e fome para 30 milhões de pessoas

Refugiados na Somália - EPA

10/05/2017 12:41

Trinta milhões de pessoas, incluindo o Sudão do Sul, a bacia do Lago Chade e o Corno de África não têm comida e água suficientes para sobreviver. Na Somália o número de crianças em risco de desnutrição aguda aumentou, do início deste ano, em 50%: são cerca de 1,4 milhões as pessoas que sofrem de fome; 275 mil os que em 2017 arriscam a vida. Perante esta grave emergência a Caritas e outras organizações estão a intervir para levar ajuda e sensibilizar a comunidade internacional. Entre elas está AGIRE, associação sem fins lucrativos formada em 2007, e que lançou a campanha "Não Sem Ti" para informar e apoiar o trabalho humanitário das nove ONGs da sua Rede presentes nos Países da África Central e Oriental. A RV falou com a porta-voz, Paola Gennari Santori:

Hoje o mundo está enfrentando o pior desastre humanitário do século XXI, com milhões de pessoas em África à beira da fome. Devemos agir agora para salvar vidas humanas. É uma carestia sem precedentes: existem 30 milhões de pessoas que sofrem de fome; a sua vida está em risco: não têm comida, não têm água e são vítimas de doenças causadas por subnutrição e desnutrição. Estas doenças afectam principalmente a parte da população mais vulnerável, portanto, temos um milhão e meio de crianças em perigo de não chegar a ser grandes.

Quais são os Países mais envolvidos?

Os Países afectados são o Sudão do Sul, o Corno de África (portanto, Etiópia e Somália), Quénia e a área do Lago Chade, Níger, Nigéria, Chade e Camarões. Estas pessoas precisam de assistência, portanto, de alimentos, água e cuidados de saúde. As mais afectadas por este fenómeno são principalmente as mulheres.

Quais são os factores que mais preocupam a África Centro-Oriental?

Seca e mudanças climáticas, e depois combinadas com as acções do homem que têm um impacto fortíssimo: portanto, guerras, conflitos que causam deslocamentos forçados dentro destes Países. Basta pensar nos ataques do Boko Haram que forçaram dois milhões de pessoas a deixar as suas terras. E não nos esqueçamos de que estamos a falar daqueles Países de onde são originários os fluxos migratórias que hoje afectam a Europa e que também chegam ao nosso País. Chegou, pois, o momento de pensar numa dimensão global e, portanto, pensar que os problemas que ocorrem em  África, também nos dizem respeito.

Como trabalham no território as nove ONGs do AGIRE?

As ONGs que fazem parte do AGIRE têm estados activas durante anos nesses Países e, portanto, conhecem o contexto social e económico. Elas são capazes de trazer apoio imediato, assistência imediata às populações. A operação está nas mãos de indivíduos e organizações e, acima de tudo, eu gostaria de dizê-lo num momento como este em que estamos sob os olhos de todos com as polémicas dos últimos dias, são organizações presentes no território há anos e de uma forma muito enraizada. Conhecem as populações, sabem como enfrentar e levar assistência a estas pessoas. Para nós, agora, trata-se de travar esta emergência. Estas pessoas precisam principalmente de alimentos, água e cuidados de saúde; isto é o que nós fazemos através das nossas ONGs, intervir imediatamente para deter este sofrimento que afecta milhões de pessoas. – Bernardo Suate, Redação Portuguesa da Rádio Vaticano. (BS)

10/05/2017 12:41