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Colombia: ONU reforça o processo de paz em curso no país

- EPA

01/05/2017 12:05

Nações Unidas - O Conselho de Segurança da ONU vai viajar nos próximos dias à Colombia para analisar no terreno o desenvolvimento do processo de paz e dar um claro apoio à aposta do governo e das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) no fim do conflito.

 "Parecia que era necessário acompanhar os colombianos nesta (...) feroz aposta na paz", disse à Agência Efe o embaixador do Uruguai nas Nações Unidas, Elbio Rosselli, que encabeçará a comitiva e citado pela Agência Angolapress.

 O Uruguai, que preside o Conselho de Segurança em Maio, é o principal impulsor desta visita, com a qual o máximo órgão de decisão da ONU quer dar um sinal de apoio ao que considera ser um dos grandes êxitos para a paz nos últimos anos.

 Para Rosselli, a Colômbia "é a boa notícia do Conselho de Segurança" e um assunto no qual, diferente de outras questões, "não houve a menor discrepância" entre os 15 Estados-membros.

 No ano passado ano o Conselho aprovou a criação de uma missão para apoiar a verificação do cessar-fogo e o desarmamento no país e, por enquanto, faz uma análise muito positiva do avanço do processo.

 Embora tenham sido registados alguns "contratempos", segundo Rosselli, o fundamental é o compromisso que continuam a demonstrar tanto o governo quanto as FARC e a sua vontade de tentar cumprir os prazos previstos.

 " Num mundo no qual parece que as pessoas andam a busca de desculpas para ter conflitos, é uma tarefa muito enaltecedora constatar que há pessoas que estão a busca da paz porfiadamente", disse Rosselli.

 Os membros do Conselho de Segurança se encontrarão com ambas partes durante a sua viagem à Colômbia, onde estarão a partir da noite da próxima quarta-feira e até sexta-feira.

 Treze dos quinze países enviarão à Colômbia os seus embaixadores titulares na ONU, com as excepções dos Estados Unidos - por problemas de agenda de Nikki Haley  e da Rússia, cujo representante principal morreu este ano e ainda não foi substituído oficialmente.

 O programa da visita será, segundo o embaixador uruguaio, "muito curto, mas muito intenso".

 Na quinta-feira os representantes dos 15 países vão se encontrar em Bogotá com o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, o vice-presidente, Oscar Naranjo e com ministros do governo, bem como com dirigentes das FARC e representantes da sociedade civil. No dia seguinte, vão visitar uma das áreas onde os guerrilheiros concentraram-se para a sua desmobilização, com a intenção de conhecer em primeira mão como se está a implementar o acordo de paz e o trabalho dos observadores das Nações Unidas.
 No seu último relatório sobre a Colômbia, publicado em Março passado, o secretário-geral da ONU, António Guterres, louvou os progressos no processo de paz, embora tenha advertido da necessidade de avançar urgentemente em algumas áreas estratégicas.
 Para Rosselli, as dificuldades que se viram até agora, por exemplo na preparação das áreas de concentração dos guerrilheiros, são "clássicas" deste tipo de processo, mas o Conselho de Segurança está interessado em observar como serão resolvidas.

 Sobre as críticas ao processo da oposição colombiana liderada pelo ex-presidente Alvaro Uribe, o representante uruguaio lembrou que a Colômbia já está a entrar "num período pré-eleitoral" e considerou normal que numa democracia se discuta estes assuntos.

 "Não é intenção do Conselho de Segurança ou de nenhum de seus membros interferir nesse processo", assegurou, antes de ressaltar que as Nações Unidas limita-se a dar apoio aos acordos de paz nos âmbitos pactuados com a Colômbia: o cessar-fogo e o abandono das armas.

 Questionado por um possível efeito da crise na Venezuela sobre o processo de paz, Rosselli disse confiar que isso não vai acontecer e destacou ter a sensação de que tanto o governo como as FARC "procuraram evitar toda contaminação, entre aspas, proveniente da situação política de Venezuela".

 

01/05/2017 12:05