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Giusy Nicolini e SOS Mediterrâneo, vencedores do Prémio H. Boigny

Giusy Nicoloni, Presidente da Câmara de Lampedusa - ANSA

20/04/2017 16:09

Giuseppina Nicolini e SOS Mediterranée são,  este ano, os vencedores do Prémio Houphouet-Boigny para a paz, atribuída anualmente pela UNESCO.  

Giusy Nicolini é Presidente da Câmara da Ilha de Lampedusa, sul da Itália, onde todos os dias desembarcam numerosos migrantes que atravessam o Mediterrâneo, enquanto que SOS Mediterrâneo é uma ONG francesa de todas as pessoas em dificuldade no Mar Mediterrâneo. Desde o lançamento das actividades de socorro em Fevereiro de 2016, já salvou mais de 11 mil vidas humanas.

Quanto a Giusy, como é conhecida Giuseppina Nicolini “desde que foi nomeada presidente da Câmara de Lampedusa em 2012, tem-se distinguida pela sua grande humanidade e pelo seu empenho constante na gestão da crise de refugiados e da sua integração depois de migrantes nas costas de Lampedusa e noutras partes da Itália” – lê-se nas motivações da atribuição do prémio.

“Depois de um estudo da situação mundial, o Júri do Prémio Felix Houphouet-Boigni para a procura da paz considera que os migrantes e os refugiados constituem nos nossos dias um desafio primordial, sobretudo no Mediterrâneo, onde cerca de 13 mil homens, mulheres e crianças morreram em naufrágios desde 2013” - declarou o Presidente interino do Júri, Joaquim Chissano, antigo Presidente de Moçambique.

O Júri apelou também a comunidade internacional a vigiar para que o Mar Mediterrâneo se torne outra vez num lugar onde a solidariedade e de diálogo intercultural dominem e cesse, assim, de ser um lugar de tragédias.

O Prémio Félix Houphouët-Boigny para a Paz foi criado em 1989 para distinguir indivíduos ou organismos públicos ou privados que tenham contribuído de forma significativa para a promoção, procura, salvaguarda e manutenção da paz em conformidade com a Carta das Nações Unidas e da Constituição da UNESCO.

Ao comentar o facto de lhe ter sido atribuído ontem esse Prémio, Giusy Nicolini disse:

Este prémio é uma grande honra para mim, para Lampedusa e para os lampedusanos, mas sobretudo é um tributo à memória de tantas vítimas do tráfico de seres humanos no Mediterrâneo. Num momento em que há quem fecha as fronteiras e erige muros falando de uma invasão que na realidade não existe, ser premiados com esta motivação nos faz esperar numa Europa solidária, onde a humanidade não desapareceu. E sobre estes valores, sobre estes princípios se funda a Europa. Doutra forma corremos o risco de naufragar nós também juntamente com os refugiados e migrantes que tentam atravessar o Mediterrâneo”.

De entre os galardoados com este prémio que traz o nome do antigo Presidente da Costa do Marfim, Felix Houphouet-Boigny, encontram-se Nelson Mandela, Yasser Arafat, Yitshak Rabin, Shimon Peres, Rei Juan Carlos, Jimmy Cartes, ex-Presidente dos Estados Unidos, a organização argentina “Mãe da Praça de Maio”, etc. 

(DA con UNESCO e Left Redazione) 

20/04/2017 16:09