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Semana do Papa - Especial Páscoa

Papa à varanda central da Basílica de São Pedro, para a benção urbi et orbi no domingo de Páscoa - AP

17/04/2017 13:13

Nesta “Semana do Papa Especial Páscoa” apresentamos uma síntese dos principais momentos vividos por Francisco nas Celebrações da Semana Santa deste ano de 2017.

Evangelização terna e humilde e não rígida

Quinta-feira Santa, dia 13 de abril, na Missa Crismal na Basílica de S. Pedro, o Papa Francisco declarou que os sacerdotes devem levar ao mundo o Evangelho, com a consciência de que a evangelização não pode ser presunçosa nem rígida, porque a Verdade fez-se carne e ternura. No início do Tríduo Pascal o Santo Padre apelou a uma evangelização terna e humilde:

Não pode ser presunçosa a evangelização. Concreta, terna e humilde: assim a evangelização será alegre. Não pode ser presunçosa a evangelização, não pode ser rígida a integridade da verdade, porque a verdade fez-se carne, fez-se ternura, fez-se menino, fez-se homem, fez-se pecado na cruz.

No final da tarde de Quinta-Feira Santa o Papa celebrou a Missa da Ceia do Senhor no Estabelecimento Prisional de Paliano na Província de Frosinone, a sul de Roma. Nessa celebração Francisco fez o rito do ‘Lava-Pés’ a alguns reclusos e a todos os setenta que participaram na Eucaristia o Santo Padre disse que como Jesus nos ensinou devemos “servir” para “semear amor” e convidou os reclusos a ajudarem-se uns aos outros.

Vergonha pelo silêncio perante as injustiças

Na Sexta-Feira Santa, dia 14 de abril, o Papa Francisco presidiu à Via Sacra no Coliseu de Roma. Os textos desta tradicional celebração foram propostos pela teóloga francesa Anne-Marie Pelletier com palavras que se referiram a momentos significativos do caminho de Jesus até ao Gólgota, tais como, a negação de Pedro e o sofrimento de Cristo. Aí a teóloga reconheceu o sofrimento de homens e mulheres mas também de “crianças violentadas, humilhadas, torturadas e assassinadas”. Pelletier referiu, em particular, a “banalidade do mal”.

Na sua breve oração no final da Via Sacra o Santo Padre falou de “vergonha” devido às constantes imagens de morte na humanidade. Francisco afirmou: “Vergonha por todas as imagens de devastações, de destruição e de naufrágio que se tornaram vulgares na nossa vida”.

O Papa disse ainda sentir “vergonha pelo sangue inocente que quotidianamente é derramado, de mulheres e de crianças, de migrantes e de pessoas perseguidas pela cor da sua pele ou pela sua pertença étnica ou social ou pela sua fé” em Jesus.

O Santo Padre pediu a Cristo para que nos ensine a não nos “envergonharmos” da sua Cruz mas a “honrá-la e adorá-la” porque foi através da Cruz que Jesus manifestou a “monstruosidade dos nossos pecados” e o poder da sua “misericórdia”. Francisco declarou a sua “vergonha pelo nosso silêncio perante as injustiças”.

Ressurgir nos rostos que sepultaram a esperança

Sábado Santo, dia 15 de abril, Vigília Pascal na Basílica de S. Pedro: na mãe de todas as vigílias combinam-se as Liturgias da Luz, da Palavra, do Batismo e a Liturgia Eucarística. Foram batizados onze catecúmenos.

Na sua homilia Francisco afirmou que Cristo está vivo e “quer ressurgir em tantos rostos que sepultaram a esperança, sepultaram os sonhos, sepultaram a dignidade”:

“Neles, vemos também os rostos daqueles que experimentam o desprezo, porque são imigrantes, órfãos de pátria, de casa, de família; os rostos daqueles cujo olhar revela solidão e abandono, porque têm mãos com demasiadas rugas.

Refletem o rosto de mulheres, de mães que choram ao ver que a vida dos seus filhos fica sepultada sob o peso da corrupção que subtrai direitos e quebra tantas aspirações, sob o egoísmo diário que crucifica e sepulta a esperança de muitos, sob a burocracia paralisadora e estéril que não permite que as coisas mudem.”

No final da sua homilia o Santo Padre exortou os cristãos a deixarem-se “surpreender pela novidade que só Cristo pode dar”. “Deixemos que a sua ternura e o seu amor movam os nossos passos, deixemos que o pulsar do seu coração transforme o nosso ténue palpitar” – afirmou Francisco.

Ignóbil ataque na Síria

No dia 16 de abril, Domingo da Ressurreição do Senhor, teve lugar a Benção Urbi et Orbi na Praça de S. Pedro. À cidade e ao mundo o Papa afirmou que Jesus não se cansa de nos procurar nos desertos do mundo. O Santo Padre, na sua mensagem, recordou as vítimas de violências e de escravidões. Destaque para as palavras de Francisco sobre a Síria:

A amada e martirizada Síria, vítima de uma guerra que não cessa de semear horror e morte. É de ontem o último ignóbil ataque aos refugiados em fuga que provocou numerosos mortos e feridos.”

E com a Benção Urbi et Orbi deste Domingo de Páscoa terminamos esta síntese das principais atividades do Santo Padre que foram notícia durante a Semana Santa. Esta rubrica regressa na próxima semana sempre aqui na RV em língua portuguesa.

(RS)

17/04/2017 13:13