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Macau faz, mais uma vez, a Procissão do Senhor Morto

Procissão do Senhor Morto em Macau - RV

14/04/2017 17:21

Em Macau, as celebrações da Semana Santa tiveram esta sexta feira - um ponto alto com a procissão do senhor Morto. Uma tradição do Culto do Senhor que, em Macau, se assinala desde os finais do século XVI e que em cada ano leva centena de fiéis para as ruas da ciade, conforme conta o jornalista carlos Picassinos

Não toca o sino da torre da Igreja, toca a banda da PSP num dos momentos mais tradicionais e antigos do Triduo Pascal, em Macau. A Procissão do Senhor Morto voltou a reunir, este ano, centenas de fiéis católicos das várias comunidades linguisticas e de crentes da cidade, além de turistas e de curiosos que aqui se deslocaram para participar neste ritual.

As celebrações desta Sexta Feira Santa são sempre um momento alto na vida da igreja local e, como em anos anteriores, o bispo D. Stephen Lee presidiu a uma celebração liturgica na Sé Catedral, expressa na totalidade em língua portuguesa, e que contou com uma igreja cheia. Foi depois dali que partiu a procissão do Senhor Morto com a encenação da morte de Cristo que percorreu, em cortejo, as ruas do centro da cidade, ao som dos acordes funebres da banda de musica da PSP de Macau e onde também seguia o andor com a imagem de Nossa Senhora das Dores, ou Mater Dolorosa, em referência às sete dores que Nossa Senhora sofreu ao longo de sua vida terrestre, principalmente nos momentos da Paixão de Cristo – o manto azul a significar o céu, a túnica vermelha a significar a maternidade, a espada no coração em sinal da profecia de Simeão quando do nascimento de Jesus.

Foi uma procissão com um roteiro breve entre a Sé Catedral, o Largo do Leal Senado, a Igreja de São Domingo e depois a Travessa da Sé a caminho da igreja matriz onde os fieis puderam depois visitar o caixão com a imagem de Cristo. Um itinerário ainda mais curto do que na Procissão do Senhor dos Passos, no passado dia 5 de Março, também esse um dos momentos que mais congrega os fiéis. Nessa altura, e porque a Igreja de santo Agostinho ainda se encontra encerrada para obras devido à queda de parte do tecto da nave principal, a procissão acabou também por ter que mudar lugar de partida.

Entre os fiéis que entraram na procissão, Elvira Rodrigues, macaense, na casa dos setenta anos, dizia à Rádio do seu fervor histórico e familiar por este momento de oração.

Um fervor que expressa o sentimento da comunidade macaense e, em geral, dos participantes nas procissões e momentos pascais.  Uma tradição multissecular, as origens remontam a 1586, quando os Agostinhos espanhóis, vindos das Filipinas, instalaram, em Macau, o culto da Paixão de Cristo e que perdura ainda hoje.

14/04/2017 17:21