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Burkina-Faso: Simpósio sobre diálogo inter-religioso

Cardeal Philippe Ouédraogo, arcebispo de Ouagadougou, Burkina-Faso - RV

13/03/2017 11:43

O diálogo é a estrada principal; a paz se alcança mais eficazmente através do diálogo, e não com a violência: é a síntese da mensagem do Cardeal Philippe Ouédraogo, arcebispo metropolita de Ouagadougou, no Burkina Faso, enviada ao simpósio internacional que teve lugar na sua diocese de 3 a 7 de março sobre o tema "O diálogo inter-religioso para uma educação para a paz".

O evento, segundo informa o portal Le Pays, foi organizado em continuidade com o encontro de 29 de maio de 2015 – sobre o tema "A educação para a paz e o desenvolvimento através do diálogo inter-religioso e intercultural" - realizado em Cotonou, no Benim, e lançado por Albert Tévoedjeré, mediador honorário da União Económica e Monetária Oeste-Africana (UEMOA).

Em Ouagadougou, Tévoedjeré afirmou que as religiões proíbem o ódio e que, portanto, devemos "aprender a rezar juntos ... agir juntos para reduzir a pobreza", "é necessário que a África pare de falar e proponha acções concretas para o desenvolvimento do Continente", porque a vontade de viver juntos poderá fazer progredir a África.

O diálogo instrumento de paz e pressuposto para o desenvolvimento

Para Michaëlle Jean, secretário-geral da Organização Internacional da Francofonia (OIF), a diversidade cultural e religiosa exprime-se pacificamente "com base num sulco cívico e social forjado século após século" e para os jovens seria necessária uma plataforma para fazer do diálogo o seu instrumento natural.

A importância do diálogo foi sublinhada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros Alpha Barry que observou que mesmo lá onde falta o diálogo, verificam-se graves conflitos étnicos e religiosos. "A alegria de viver juntos é uma herança de Burkina Faso – acrescentou. As nossas culturas e as nossas religiões têm valores que nos podem permitir de superar muitas coisas e nos entendermos".

O simpósio foi patrocinado, entre outros, também pela UNESCO e Firmin Edouard Matoko, director-geral adjunto, recordou que a Década Internacional para a aproximação das culturas (2013-2022) proclamado pela ONU põe o acento na diversidade cultural, étnica, linguística e religiosa para favorecer o diálogo. Participaram nos trabalhos representantes de diferentes instituições e confissões religiosas.

13/03/2017 11:43