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Angola: Prática do aborto ilegal preocupa autoridades da Saúde

Maternidade - RV

16/02/2017 13:06

 

A prática do aborto ilegal está a preocupar as autoridades da Saúde em Luanda, o ano passado (2016) dezenas de mulheres perderam a vida em consequência desta prática e outras ficaram incapacitadas de voltar a conceber.

À luz da legislação angolana, o aborto é um acto punível por Lei, com uma pena de prisão maior que varia dos 2 aos 8 anos, quando efectivado por motivos cientificamente não justificáveis. 

Perante esta situação muitas mulheres recorrem a centros de saúde ilegais, sem as mínimas condições para efectuar o acto, e quando a situação se complica dirigem-se às unidades sanitárias de referência, em busca de socorro, às vezes muito tarde, como nos confirma a directora geral da maternidade Lucrécia Paím, Adelaide de Carvalho.   

E na maternidade Augusto Ngangula (Luanda), o aborto provocado e inseguro contribuiu com mais de 6% para as mortes em gestantes, um número considerado alto, segundo o médico Claudino Cipriano.

Boa parte das ocorrências tem acontecido em adolescentes e jovens até aos 25 anos.

Este foi o caso da jovem Miloca (nome fictício), internada na maternidade Augusto Ngangula, a jovem confessou que praticou o acto de forma ilegal, arrependida agora teme em não voltar a engravidar.

A cooperação formal para um aborto constitui uma falta grave. A Igreja católica sanciona com uma pena canónica severa este delito contra a vida humana.

O padre Carlos Correia falou na necessidade de se aprofundar a educação sexual nas famílias.

De Luanda para a Rádio Vaticano Anastácio Sasembele, paz e bem.

16/02/2017 13:06