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Comunidade caboverdiana em Roma tem emissões radiofónicas

Susan Duarte no estúdio de Rádio Città Aperta, onde tem lugar a emissão "Rádio B.Leza" - RV

14/02/2017 17:24

 

Ontem, 13 de Fevereiro, foi Dia Mundial da Rádio. Um dia adoptado pela ONU em 2013. Mas a proposta vinha sendo elaborada pela UNESCO desde 2013 sob sugestão da Espanha e amplo parecer positivo de várias corporações radiofónicas no mundo. E escolheu-se a data de 13 de Fevereiro porque marca o dia da criação da Rádio das Nações Unidas em 1946.

O objectivo do Dia da Rádio é sensibilizar o grande público e os media sobre o valor da Rádio, desenvolver o acesso à informação através deste meio e reforçar o trabalho em rede e a cooperação internacional sobre a radiodifusão no mundo.

É que a Rádio é um meio de comunicação de custo relativamente baixo, adapto para se chegar às comunidades isoladas e a pessoas vulneráveis. Além disso, dá a todos a possibilidade de nela participar, independentemente do nível de instrução ou condição social.

E neste sentido muitas comunidades imigradas se servem dela para comunicarem e se manterem unidas.

A comunidade caboverdiana em Roma, por exemplo, tem emissões de Rádio próprias desde finais dos anos 80. Tudo graças à concessão dum espaço de antena pela emissora italiana Rádio Città Aperta. Foi por intermédio de Maria de Lourdes de Jesus, então presidente da única Associação da comunidade – OMCVI, Associação das Mulheres Cabo-verdianas em Itália…

Até essa data, a Itália não tinha uma lei orgânica sobre a imigração. Surgiu então em 1989 a primeira lei – chamada Lei Martelli – e havia que informar a comunidade sobre o seu teor.  A Rádio Onda Cabo Verde era um meio para isso. A condutora era Carolina Pimentel, membro da OMCVI. Mas ao mesmo tempo surgiu um outro espaço de cunho cabo-verdiano na Rádio Città Aperta.

Passaram-se os anos, à Lei Martelli acrescentaram-se outras sobre a imigração. E à comunidade africana veio juntar-se a vasta comunidade da Europa do Leste que tomou a dianteira da atenção política e da opinião pública italianas. As comunidades africanas foram enfrentando, até hoje, o desafio.

Entretanto extinguiu-se a Rádio Kilombo, ficou Onda Cabo Verde que as vicissitudes dos tempos levou em 1999-2000 a transformar-se em Rádio B.Leza, do nome do artista musical cabo-verdiano.  Duas horas de emissão por semana ora numa emissora, ou noutra, sempre sob a responsabilidade da OMCVI.

Mas com o evoluir da comunidade, surgiram outras associações e a Radio fragmentou-se em diversas outras. Hoje para além de Rádio B.Leza, há Rádio Onda Azul, Rádio Cretcheu e Diaspora cabo-verdiana em web radio. À frente estão sobretudo os mais jovens. Susan Duarte, formada em Comunicações Sociais faz parte do grupo Rádio B.Leza. A sua experiencia vem já de longe:

As quatro emissões são todas via internet, com excepção de Rádio Cretcheu que está em FM. Que efeitos tem isto na comunidade?

Para além de não emitir via éter, a fragmentação das emissões constitui, segundo as nossas interlocutoras, um problema.

Susan Duarte considera que há uma certa colaboração, pelo menos entre algumas dessas Emissões, mas fica aquém do necessário. A solução é, para ela, unirem-se:

Dia Mundial da Rádio. Foi a 13 de Fevereiro. Falamos aqui das emissões radiofónicas na comunidade cabo-verdiana em Roma, ouvindo Maria de Lourdes de Jesus e Susan Duarte. 

(DA)

14/02/2017 17:24