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Semana do Papa de 9 a 15 de janeiro

Papa Francisco e membros do Corpo Diplomático, na Capela Sistina - AFP

16/01/2017 09:55

Nesta “Semana do Papa” destaque para o encontro do Santo Padre com os embaixadores junto da Santa Sé, a audiência geral, a carta aos jovens e o Angelus deste II Domingo do Tempo Comum.

Compromisso para a paz

Na manhã de segunda-feira dia 9 de janeiro o Papa recebeu em audiência na Sala Régia no Vaticano os embaixadores junto da Santa Sé no tradicional encontro de início de ano.

Atualmente são 182 os países que mantêm relações diplomáticas com a Santa Sé. O último país a integrar este grupo foi a República Islâmica da Mauritânia, que assinou um acordo em dezembro de 2016. O decano do Corpo Diplomático é o angolano Armindo Fernandes do Espírito Santo Vieira, embaixador na Santa Sé desde 2002.

Esta audiência de início de ano é uma ocasião para o Santo Padre fazer uma análise da conjuntura política internacional abordando, em particular, os temas mais preocupantes do cenário internacional. Francisco dirigiu uma palavra de esperança para construir a paz.

O primeiro tópico tratado pelo Papa foi a violência, em especial de matriz religiosa. Ao invés de abrir aos outros, a religião pode ser usada como pretexto de fechamentos, marginalizações e violências. Francisco citou as vítimas do terrorismo.

Outro tema abordado por Francisco foi a migração e os seus ininterruptos fluxos em diferentes partes do mundo. Francisco referiu, em particular, algumas áreas de África e do sudeste asiático e as zonas de conflito no Médio Oriente. O Santo Padre denunciou também no seu discurso o comércio das armas.

 

Falando do futuro, o Papa considerou prioritária a defesa das crianças, protegendo-as da exploração, do trabalho clandestino e escravo, da prostituição e dos abusos dos adultos.

Francisco falou de paz e afirmou que “edificar a paz significa também empenhar-se ativamente no cuidado da criação”, tendo sublinhado que “a paz é um dom, um desafio e um compromisso”.

Esperança em Deus e não nos ídolos

Quarta-feira, dia 11 de janeiro: na audiência geral na Sala Paulo VI o Papa propôs mais uma catequese sobre a esperança cristã advertindo para as falsas esperanças depositadas nos ídolos de que fala o Salmo 115.

Confiamos em ídolos quando reduzimos Deus aos nossos esquemas e ideias de divindade: um deus à nossa medida, que possa servir as nossas exigências e intervir magicamente para mudar a realidade e torná-la como a queremos nós – afirmou o Santo Padre.

“Mas ficamos mais felizes em confiar nos falsos ídolos do que em esperar no Senhor” – lamentou o Papa salientando que os ídolos desiludem sempre. “São fantasias e não realidades”.

Pelo contrário se depositarmos a nossa esperança em Deus, vamo-nos tornar como Ele, partilhando a sua vida e irradiando a sua bênção. Porque Deus “não é um ídolo” e “jamais desilude”.

No coração joga-se o hoje da nossa vida

A nossa vida é um hoje que não se repetirá. Na Missa na Casa de Santa Marta na quinta-feira dia 12 de janeiro, o Papa Francisco afirmou que no coração joga-se o hoje da nossa vida:

“No nosso coração se joga o hoje. O nosso coração é aberto ao Senhor? Sempre me impressiona quando encontro uma pessoa idosa – muitas vezes sacerdotes ou freirinhas – que me dizem: ‘Padre, reze pela minha perseverança final’ – ‘Mas viveu bem toda a vida, todos os dias do seu hoje foram no serviço do Senhor, mas tem medo …?’ – ‘Não, não: a minha vida ainda não findou: eu gostaria de vivê-la plenamente, rezar para que o hoje chegue pleno, pleno, com o coração firme na fé, e não destruído pelo pecado, pelos vícios, pela corrupção…”

“Mas o “hoje” não se repete: é esta a vida. O coração é aberto ao Senhor, não fechado, não endurecido, não sem fé, não perverso, não seduzido pelo pecado. O Senhor encontrou tantas pessoas que tinham o coração fechado: os doutores da Lei, todos os que o perseguiam, que o colocavam à prova para condená-lo... até que conseguiram. Voltemos para as nossas casas somente com estas duas perguntas: como está o meu “hoje”? O ocaso pode ser hoje mesmo, neste mesmo dia ou em tantos outros. Mas, como está o meu “hoje” na presença do Senhor? O meu coração, como está? Está aberto? Está firme na fé? Ele se deixa conduzir pelo amor do Senhor? Com estas duas perguntas peçamos ao Senhor a graça da qual cada um de nós necessita.”

Carta aos jovens para preparar o Sínodo 2018

Na sexta-feira dia 13 foi dada a conhecer uma carta enviada pelo Papa Francisco aos jovens. Trata-se de um documento preparatório do Sínodo dos Bispos de 2018.

O Santo Padre recorda as palavras de Deus a Abraão: “Sai da tua terra”, um convite para os jovens serem portadores de “realizações seguras” por uma “sociedade mais justa e fraterna”.

Francisco convida também os jovens a discernir e recorda as palavras que Jesus proferiu aos discípulos, que lhe perguntavam “Rabi, onde moras?” e o Senhor respondeu-lhes “Vinde e vede!”. Caminhando com Jesus os jovens são convidados a empreenderem “um itinerário de discernimento para descobrir o projeto de Deus na sua vida”.

Finalmente, nesta carta aos jovens o Papa convida-os a gritarem tal como fizeram na Jornada Mundial da Juventude, em Cracóvia à pergunta do Santo Padre: “Podemos mudar as coisas?” Na ocasião todos responderam “sim”. Francisco afirma que este grito “nasce do seu coração jovem, que não suporta a injustiça e não pode submeter-se à cultura do descarte, nem ceder à globalização da indiferença”.

Proteger os migrantes menores

No Angelus deste II Domingo do Tempo Comum o Papa Francisco fez uma declaração importante que marcou as suas palavras depois da oração mariana. Um aviso para a ajuda que deve ser dada aos migrantes menores para os proteger e integrar:

“ Estes nossos pequenos irmãos, especialmente se não acompanhados, estão expostos a tantos perigos. E digo-vos que são tantos. É necessário adotar cada possível medida para garantir aos menores migrantes a proteção e a defesa, como também a sua integração.”

E com o Angelus deste domingo, terminamos esta síntese das principais atividades do Santo Padre que foram notícia de 9 a 15 de janeiro. Esta rubrica regressa na próxima semana sempre aqui na RV em língua portuguesa.

(RS)

16/01/2017 09:55