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Papa Francisco: migrações e desenvolvimento estão ligados

Refugiados chegam à fronteira com Alemanha - EPA

13/12/2016 10:45

O Papa Francisco encoraja os governantes e políticos a enfrentarem a crise gerada pelo deslocamento maciço de pessoas lembrando sempre que os fenómenos migratórios e o desenvolvimento estão intimamente ligados com questões urgentes como a pobreza, a guerra e o tráfico de seres humanos e a consequente necessidade de um desenvolvimento ambiental e humano sustentável.

É o que escreve o Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado, numa mensagem em nome do Papa aos participantes do IX Fórum Global sobre migrações e desenvolvimento, que se realizou em Dhaka, Bangladesh, de 10 a 12 de dezembro.

A mensagem do Papa lida por Padre Bentoglio

A Santa Sé foi representada no encontro pelo subsecretário do Pontifício Conselho da Pastoral para Migrantes e Itinerantes, o scalabriniano Padre Gabriele Bentoglio, que leu a mensagem durante os trabalhos.

Evocando a Encíclica Laudato si’, o Pontífice fez votos que os debates incluíssem a urgência de uma liderança global capaz de administrar a economia internacional equilibrando as exigências de cada economia; a necessidade do desarmamento, da segurança alimentar e da paz; de proteger o meio ambiente e regulamentar as migrações”. O Papa está convencido de que somente uma estratégia integral pode combater a pobreza, restituir a dignidade aos excluídos e ao mesmo tempo, cuidar na natureza.

Ressaltar oportunidades e não só os problemas

Na ocasião, Padre Bentoglio também fez uma palestra ressaltando que a migração “é uma realidade em crescimento e que todavia, existe a tendência a dar sempre mais destaque aos problemas associados a este fenómeno do que às oportunidades que ele oferece em termos de desenvolvimento”. Por isso, “a Santa Sé quer enfrentar o tema focalizando a dignidade humana e a promoção da solidariedade, encorajando a sociedade civil e os governos a levar em consideração este tipo de estratégia”.

O sacerdote também se referiu à batalha conduzida pela Igreja contra os estereótipos e preconceitos associados, pedindo uma abordagem realista e respeitosa, atenta aos direitos humanos dos migrantes.

“Este processo, porém, requer um esforço dos migrantes em assumir responsavelmente os seus deveres para com a sociedade que os acolhe, como a aprendizagem da língua e o respeito material e espiritual pelo país anfitrião, obedecendo as leis e contribuindo activamente ao bem comum da nação”.

Mulheres e crianças, primeiros atingidos

Enfim, o subsecretário reiterou que as migrações são “uma questão a ser enfrentada pela raiz”; e por isso, desde o início do seu pontificado, o Papa Francisco solicitou a adopção de soluções sustentáveis. Guerras, violações de direitos humanos, corrupção, pobreza, desigualdades e desastres ambientais são factores que causam migrações. E não podemos nos esquecer que os mais vulneráveis, como mulheres e crianças, são os primeiros a sofrer seus efeitos”, concluiu. (BS/CM)

13/12/2016 10:45