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Semana do Papa de 28 de novembro a 4 de dezembro

Fiéis na Praça São Pedro durante o Angelus - ANSA

05/12/2016 10:12

Nesta “Semana do Papa” destaque para duas homilias de Francisco em Santa Marta, a audiência geral de quarta-feira dia 30 de novembro e o Angelus deste II Domingo do Advento.

Na segunda-feira dia 28 de novembro o Papa recebeu em audiência os organizadores e voluntários do Jubileu da Misericórdia. Francisco agradeceu o contributo de todos e citou também o esforço das autoridades italianas e dos organismos vaticanos. Aos voluntários e organizadores o Santo Padre disse que participaram em algo “realmente extraordinário que agora deve ser inserido na vida quotidiana para transformar a misericórdia num compromisso e num estilo de vida permanente para os fiéis”.

Humildade cristã é a virtude dos pequenos

Terça-feira, 29 de novembro: na Missa em Santa Marta o Papa afirmou que a humildade cristã é a virtude dos pequenos. O Santo Padre disse que o Senhor revela o Mistério da Salvação aos pequenos e não aos doutores.

“O louvor de Jesus ao Pai” é a passagem que nos narra S. Lucas na Liturgia deste dia de Advento. Francisco parte daí para sublinhar na sua homilia o “coração dos pequenos”, pois são eles os protagonistas do Natal: “um menino, um estábulo, uma mãe e um pai…As coisas pequenas” – afirmou.

O Papa sublinhou que os pequenos têm “temor de Deus”. Mas não o temor feito de medo: “Mas dar vida ao mandamento que Deus deu as nosso pai Abraão: caminha na minha presença e que sejas irrepreensível. Humilde. Esta é a humildade. O temor do Senhor é humildade”.

“Viver a humildade, a humildade cristã, é ter este temor do Senhor” – disse o Santo Padre que declarou que a humildade é a virtude dos pequenos:

“A humildade é a virtude dos pequenos, a verdadeira humildade, não a humildade um pouco de teatro: não, essa não” – disse Francisco.

No final da sua homilia o Papa, pensando no Natal, referiu que também é “humilde, muito humilde”, aquela jovem para a qual Deus “olha” para “enviar o Seu Filho”, e que logo vai ver a prima Isabel e não diz nada sobre “aquilo que tinha acontecido”. A humildade é assim” – acrescentou Francisco – ”caminhar na presença do Senhor”, felizes e alegres porque “vigiados por Ele”.

Enterrar os mortos e rezar por vivos e defuntos

Quarta-feira, 30 de novembro, audiência geral com o Papa Francisco na Sala Paulo VI. O Santo Padre concluiu o ciclo de catequeses dedicado à misericórdia analisando duas obras de misericórdia: uma espiritual, rezar a Deus por vivos e defuntos, e outra corporal, enterrar os mortos.

À primeira vista, enterrar os mortos pode parecer uma obra de misericórdia estranha – observou o Santo Padre – mas pensemos em tantas regiões atribuladas pelo flagelo da guerra, onde enterrar os mortos torna-se, tristemente, uma obra muito atual.

Às vezes, exige uma grande coragem, como no caso de José de Arimatéia, que providenciou um sepulcro para Jesus, após a sua morte na Cruz – recordou o Papa.

Na conclusão da sua catequese o Papa Francisco sublinhou ainda que não nos podemos esquecer de rezar pelos vivos que são os nossos companheiros nas provas da vida. Trata-se de uma manifestação de fé na ‘Comunhão dos Santos’, que nos ensina que os batizados, encontrando-se unidos em Cristo e sob a ação do Espírito Santo, podem interceder uns pelo outros.

Destaque especial para as palavras do Papa declarando o seu pesar pelas vítimas do acidente de aviação que vitimou a equipa de futebol brasileira Chapecoense:

“Eu também gostaria de recordar hoje a dor do povo brasileiro pela tragédia da equipa de futebol e rezar pelos jogadores mortos, pelas suas famílias. Na Itália, sabemos bem o que isso significa, pois lembramos Superga, em 1949. São tragédias duras. Rezemos por eles.”

Vencer as resistências à graça de Deus

Quinta-feira, 1 de dezembro, na Missa em Santa Marta o Papa Francisco afirmou que todos temos no coração resistências à graça de Deus: é preciso encontrá-las e pedir ajuda ao Senhor, reconhecendo-se pecadores.

Tomando como estímulo a frase da liturgia do dia: “que a tua graça vença as resistências do pecado”, o Santo Padre concentrou-se nas resistências que existem na vida cristã e distinguiu-as dizendo que existem as abertas que são saudáveis, pois estão abertas à graça de Deus, e outras, mais perigosas, que são aquelas escondidas – disse Francisco.

Estas resistências escondidas – nas palavras do Papa – podem ser de três tipos: aquelas das palavras vazias, que vivem na camuflagem espiritual: dizem sim, diplomaticamente, mas não mudam nada; depois há as resistências das palavras justificativas, ou seja, quando uma pessoa se justifica continuamente e tem sempre “uma razão para se opor”; finalmente, existem as palavras acusadoras que se verificam quando se resiste à graça de Deus acusando os outros para “não olhar para si mesmos”.

Segundo o Santo Padre, quando existem resistências não é preciso ter medo, mas pedir ajuda ao Senhor, reconhecendo-se pecador.

Espírito Santo, fonte de esperança

Começaram nesta sexta-feira dia 2 de dezembro as Pregações de Advento na Capela Redemptoris Mater no Vaticano. As reflexões estão cargo do padre Raniero Cantalamessa. O tema geral é: “Bebamos, sóbrios, a embriaguez do Espírito Santo”.

O padre Cantalamessa afirmou que o Espírito Santo é “a novidade teológica e espiritual mais importante depois do Concílio e a principal fonte de esperança da Igreja”.

O pregador capuchinho recordou na sua primeira meditação que “a teologia, a liturgia e a piedade cristã, tanto no Oriente como no Ocidente, consolidaram um símbolo de fé: o Credo.

Uma economia inclusiva

O Papa Francisco recebeu em audiência, no sábado dia 3 de dezembro, cerca de 400 empresários que participaram em Roma num encontro promovido pela organização “Time-Life” que debateu as exigências de um sistema económico global capaz de fazer crescer a economia, mas também de garantir equidade na distribuição das vantagens que dela derivam. Francisco afirmou que a renovação económica deve ter em conta o bem comum da humanidade:

“Esta renovação fundamental não deve ter que ver simplesmente com a economia de mercado, com números que devem dar certo, com o desenvolvimento de matérias-primas e o melhoramento das infraestruturas. Não!”

“Aquilo de que estamos a falar é o bem comum da humanidade, o direito de cada pessoa de aceder aos recursos deste mundo e de ter as mesmas oportunidades de realizar as próprias potencialidades, potencialidades que, em última análise, se baseiam na dignidade de filhos de Deus, criados à sua imagem e semelhança”.

Preparar o Natal abandonando os ídolos do mundo

Domingo, 4 de dezembro, Angelus com o Papa Francisco na Praça de S. Pedro: o Santo Padre referiu-se ao Evangelho deste II Domingo do Advento e ao convite de S. João Batista: “Convertei-vos, porque o reino dos céus está próximo!”.

É com “estas mesmas palavras que Jesus dará início à sua missão na Galileia” – disse Francisco – e esse será o anúncio que os discípulos deverão levar na sua primeira experiência missionária.

O evangelista Mateus quer, assim, apresentar João como aquele que prepara o caminho a Cristo que vem, e os discípulos como continuadores da pregação de Jesus. Trata-se do mesmo alegre anúncio: o reino de Deus está no meio de vós! – declarou.

Contudo, para fazermos parte deste reino existe uma condição a ser cumprida: mudar a nossa vida, ou seja, “convertermo-nos” – disse Francisco:

“ A condição para entrar a fazer parte deste reino é cumprir uma mudança na nossa vida, isto é convertermo-nos. Trata-se de deixar as estradas cómodas mas enganadoras dos ídolos deste mundo: o sucesso a todo o custo, o poder em detrimento dos mais débeis, a sede de riquezas, o prazer a qualquer preço.”

“E de abrir, ao invés, o caminho ao Senhor que vem: Ele não tira a nossa liberdade, mas dá-nos a verdadeira felicidade. Com o nascimento de Jesus em Belém, é o próprio Deus que habita no meio de nós para nos libertar do egoísmo, do pecado e da corrupção.”

E com o Angelus deste domingo terminamos esta síntese das principais atividades do Santo Padre que foram notícia de 28 de novembro a 4 de dezembro. Esta rubrica regressa na próxima semana sempre aqui na RV em língua portuguesa.

(RS)

05/12/2016 10:12