Ler o artigo Acessar menu principal

Redes Sociais:

RSS:

Rádio Vaticano

A voz do Papa e da Igreja em diálogo com o mundo

outras línguas:

Atualidade \ África

Voltei para Angola para preencher a parte humana - Fernanda Inglês

A Médica Fernanda Inglês - RV

14/11/2016 12:52

Médica, formada em Coimbra e especializada em Medicina Geral e Familiar, Fernanda Inglês, trabalhou muitos anos em Portugal e a sua carreira profissional estava bem encaminhada, mas a um dado momento sentiu que devia regressar a Angola para "preencher a parte humana". Agora está a trabalhar em Luanda num projecto orientado para o reforço dos serviços de saúde para a diminuição da mortalidade materno-infantil. A aventura não está a ser fácil, mas ela está confiante no futuro do seu país e convicta de que com a boa vontade as coisas podem melhorar. 

Fernanda Inglês é também membro da Direcção da Comissão Episcopal de Angola para Pastoral da Saúde, de que o Bispo emérito de Huambo, D. Francisco Viti, é o Presidente. E foi nessa qualidade que veio a Roma para tomar parte na Conferência Internacional realizada na Aula Nova do Sínodo, no Vaticano, de 10 a 12 deste mês, pelo Conselho Pontifício para os Agentes da Saúde e que teve por tema: "Por uma cultura da saúde acolhedora e solidária a serviço das pessoas afectadas por patologias raras e negligenciadas". 

Em entrevista à rubrica "África. Vozes Femininas" ela explicou que para a África o que tem maior relevo actualmente são as doenças negligenciadas.

A participação nessa Conferência foi boa – considera  - para partilharem com outros participantes a situação que se vive em Angola deste ponto de vista e a resposta que a Igreja no país está a procurar dar, sobretudo no domínio da educação e da formação. 

Levam as experiências de outros países já mais adiantados no combate às doenças negligenciadas. 

De forma geral, a Drª Fernanda Inglês acha que para fazer face a essas patologias há que descentralizar um pouco as estruturas de saúde, por forma a desembargar os grandes hospitais e tornar mais eficiente o serviço à pessoa. Além disso, é da opinião de que é necessário investir mais na prevenção, não ficando só pela cura. 

Oiça directamente as suas palavras nesta primeira parte da entrevista aqui na rubrica sobre as mulheres da África. 

14/11/2016 12:52