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D. Chimoio: Governo e Oposição respeitem desejo do Povo que quer a paz

Arcebispo de Maputo, Moçambique, D. Francisco Chimoio

25/07/2016 13:37

No âmbito da 17ª Assembleia Plenária do SECAM em Luanda, Angola, D. Francisco Chimoio, arcebispo de Maputo, em Moçambique, falou da família como base da comunidade e como Igreja doméstica que deve encontrar nos pastores o apoio necessário e orientações claras e concretas para levarem a bom termo a sua missão matrimonial. É empenho dos Bispos apoiar, encorajar, fortalecer, compreender e acompanhar as famílias, disse ainda D. Chimoio.

O arcebispo do Maputo falou também da difícil situação, agora, em Moçambique e lançou um apelo para que as negociações entre o Governo e a Oposição, com a observação da Comunidade internacional, possam surtir um resultado positivo. Eis as suas palavras, numa entrevista que concedeu ao nosso enviado Paul Samasumo:

“De facto a situação em Moçambique não está fácil, há muitas dificuldades, por causa da guerra.

Graças a Deus, noticias veiculadas hoje pela TV indicam que o Presidente Nyussi recebeu a delegação composta por membros da EU, da África do Sul e da Igreja Católica, pois foi esse o pedido manifestado pelos dois: que, além dos observadores dos dois Partidos, também houvesse mediadores internacionais (EU e RSA) e a Igreja Católica.

E o Presidente manifestou o desejo que o trabalho que vai ser feito pelas duas bancadas, com a observação desta delegação, possa surtir bons efeitos.

Não é verdade que ele (o presidente Nyussi) não é nada neste processo, e não se pode excluir ou colocar fora, é ele que deve ter a última palavra, e não os observadores que não têm a “bengala mágica”. A verdade é que os dois poderiam terminar com esta situação se quisessem.

Nós esperamos que os dois lados queiram verdadeiramente fazer aquilo que o povo está a pedir: “o povo quer a paz”, mas é necessário que eles sejam convertidos, saibam respitar o desejo do povo, saibam que a construção da nossa Nação precisa duma paz para crescermos socialmente, espiritualmente, humanamente, e em tudo.

A Igreja Católica em Moçambique tinha feito chegar ao Presidente e à RENAMO, por 3 vezes, cartas em que falávamos que a guerra (a guerrilha) parasse, e que se começasse o diálogo eficaz e forte. Infelizmente, estas 3 cartas não encontraram resposta positiva. Lançámos um apelo à oração, para todos os cristãos rezarem pela paz. Portanto, algo está a ser feito, mas devemos continuar com os esforços, pois a mudança dos corações humanos não é coisa fácil, sobretudo quando as pessoas estão cheias de si mesmas. Precisam realmente da força do alto.

É isto que vamos pedir para que estas conversações sejam verdadeiramente uma ocasião propícia para podermos chegar à paz. Não queremos dizer “o culpado é aquele, ou aquele” – o que queremos é só a paz. Que eles respeitem o desejo do povo Moçambicano que quer a paz”.

25/07/2016 13:37