Ler o artigo Acessar menu principal

Redes Sociais:

RSS:

Rádio Vaticano

A voz do Papa e da Igreja em diálogo com o mundo

outras línguas:

Igreja \ África

Na ONU, bispo nigeriano denuncia perseguição de cristãos

Evacuação de casas queimadas depois de ataques do Boko Haram em Buni Yadi, Nigéria - AFP

31/05/2016 12:09

No norte da Nigéria, entre 2006 e 2014, cerca de 11.500 cristãos foram mortos, outros 1,3 milhões obrigados a deixar suas casas e 13 mil igrejas destruídas ou abandonadas. É o que afirma Dom Joseph Bagobiri, Bispo de Kafanchan, na sua palestra “O impacto da violência persistente da Igreja no norte da Nigéria”, ilustrada numa conferência realizada na sede geral das Nações Unidas, em Nova York.

Estados do norte são os mais atingidos

As comunidades mais afectadas pela violência da seita islâmica Boko Haram são as dos estados setentrionais de Adamawa, Borno, Kano e Yobe. As comunidades cristãs obrigadas à fuga se transferiram a estados de maioria cristã no chamado “cinturão do meio” (Middle Belt): Plateau, Nassarawa, Benue, Taraba e a parte meridional de Kaduna.

Nos últimos meses, no entanto, estas áreas foram atingidas pelas violências dos pastores Fulani. “As comunidades cristãs nos estados de maioria cristã da Middle Belt são as mais atingidas por ataques e invasões dos pastores muçulmanos Fulani. Esta é uma evidente invasão estrangeira de terras ancestrais de cristãos e de outras comunidades minoritárias”, afirmou Dom Bagobiri na sua palestra, enviada e publicada pela Agência Fides.

A acção dos pastores Fulani

“Nestas áreas, os pastores Fulani amedrontam incessantemente várias comunidades, cancelando algumas, e em lugares como Agatu, no estado de Benue e Gwantu e Manchok, no de Kaduna, estes ataques assumiram carácter de genocídio, com 150-300 pessoas mortas numa noite”, sublinhou.

Dom Bagobiri lançou um apelo à comunidade internacional para que exerça pressões sobre as autoridades nigerianas a fim de que garantam liberdade de culto aos cristãos e a outras minorias no norte da Nigéria, e enfrentem a emergência humanitária das populações deslocadas. (BS/CM)

31/05/2016 12:09