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Filipinas – Abrir a Porta da Compaixão a Migrantes e Refugiados

Um pescador nas Filipinas - RV

08/02/2016 14:12

Abrir a Porta da misericórdia e da compaixão aos migrantes e refugiados: este, em síntese, o apelo que D. Sócrates Villegas, arcebispo de Lingayen-Dagupan e presidente da Conferência Episcopal das Filipinas, dirigiu aos fiéis do país, por ocasião da Jornada Mundial dos Migrantes e Refugiados realizada a 17 de Janeiro deste ano. Numa nota publicada na página web da Conferencia, o prelado sublinha que “hoje, infelizmente, há uma falta de misericórdia” e exorta a “manter abertas, de par em par, as portas do coração para acolher aqueles que deixamos de fora por causa de inimizades, rancores, dores”.

Hoje, fenómeno migratório sem precedentes

Depois, o olhar de D. Villegas alarga-se ao “fenómeno, sem precedentes, que a história contemporânea está a viver”, ou seja “o grande número de migrantes e o fluxo de refugiados que chegam não só à Europa, mas também a outras partes do mundo”. É compreensível, sublinha o prelado, que toque “à capacidade dos Estados enfrentar as vagas de imigrados, mas isto não é uma desculpa para voltar a cabeça para o lado e não pode justificar, de modo nenhum, o verificar-se de maus-tratos”.

Enfrentar os sofrimentos dos refugiados, desafio urgente para o Estado e a Igreja

Detendo-se depois, de modo particular, sobre a situação nas Filipinas, o Presidente da Conferência Episcopal do país recorda que “o desfio mais urgente para as autoridades estatais, para os cidadãos, mas também para os irmãos e irmãs da Igreja, é a de olhar para as condições daqueles que, no nosso país, sofrem imensamente, porque obrigados a deixar as próprias casas e o seu ambiente familiar”. É preciso não esquecer – sublinha – “as comunidades indígenas marginalizadas e obrigadas a deslocar-se, devido a interesses de projectos capitalistas, conflitos armados ou indiferença da sociedade”.

Misericórdia não é sentimento passageiro, mas abertura do coração ao outro

“Esconder os pobres, os sem-abrigo, os deslocados – insiste D. Villegas – não é uma solução, mas apenas uma operação de fachada que salva as aparências, mas não resolve o problema.” Daí, a sua exortação a enfrentar o desafio de ser “misericordiosos” porque “a misericórdia não é um sentimento fugaz ou uma emoção passageira” mas sim a decisão de “abrir-se à dor e às feridas daquele que sofre”. Por isso - explica D. Villegas - “a misericórdia leva necessariamente à hospitalidade” e todos os fiéis são chamados a ser “operadores, modelos e arautos  do Evangelho da misericórdia”.

Dar um futuro digno aos migrantes e refugiados

“Quando abrimos os nossos corações, as nossas casas, as nossas empresas àqueles que desembarcam nas nossas costas marítimas e chegam às nossas cidades, provenientes de lugares de conflitos – continua o bispo – nós ajudámo-los a olhar para o futuro”. “E quando damos a nossa força àqueles que estão cansados de fugir e de se esconder, quando os protegemos da fúria dos elementos e da crueldade daqueles contra os quais eles não fizeram nada de mal, então permitimos a esses migrantes e refugiados de viver com dignidade”.

Enfrentar a causa das violências para se chegar à paz

“O objectivo primário indicado por D. Villegas é, portanto, o de enfrentar resolutamente as causas da violência” que obrigam as pessoas a fugir da própria Pátria, de forma a se poder chegar à paz. Por fim, o Presidente da Conferência Episcopal filipina exorta os fiéis a verem  no Jubileu Extraordinário da Misericórdia “um Ano inesquecível tanto para aqueles que manifestam misericórdia, como para aqueles a quem a misericórdia deve ser manifestada”

(DA com IP) 

08/02/2016 14:12