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Instrumentum Laboris: conferência de imprensa

Sala de Imprensa da Sanata Sé - L'Osservatore Romano

24/06/2015 10:31

Foi apresentado nesta terça-feira dia 23 de junho, na Sala de Imprensa da Santa Sé o Instrumentum Laboris para o Sínodo dos Bispos sobre a Família de outubro próximo.

O documento de trabalho reporta à Relatio Synodi – texto conclusivo do Sínodo Extraordinário do passado ano de 2014 – e integra os contributos provenientes das respostas ao questionário que foi proposto às dioceses.

O documento está dividido em três partes: a escuta dos desafios sobre a família, o discernimento da vocação familiar e a missão da família hoje.

Sobre eles expressaram-se em conferência de imprensa o Cardeal Peter Erdo, Arcebispo de Budapeste e Relator Geral da XIV Assembleia Geral Ordinária do Sinodo dos Bispos, o Cardeal Lorenzo Baldisseri, Secretário-Geral do Sínodo dos Bispos e o Arcebispo Bruno Forte de Chieti-Vasto em Itália e Secretário-Especial da Assembleia do Sínodo.

O Cardeal Baldisseri referiu que se trata de um documento que reflete a perceção e as expectativas da toda a Igreja sobre o tema crucial da família, integrando as “diversas sensibilidades culturais e geográficas”. O documento de trabalho sublinha a centralidade da família na construção da sociedade, a sua vocação para a vida e para a missão, na transmissão da fé e no testemunho.

Duas linhas essenciais de perguntas apresentadas pelos jornalistas: uniões gay e divorciados recasados. Em relação à primeira temática destacamos a resposta dada pelo Cardeal Peter Erdo a propósito da atenção pastoral para com a problemática homossexual:

“Atenção pastoral e reconhecimento do matrimonio gay são duas coisas diferentes e isto resulta do documento final da passada assembleia sinodal, onde a este propósito há uma passagem que cita os documentos precedentes da Igreja Católica. Portanto, também neste contexto do Instrumentum Laboris entende-se isto sob a expressão ‘atenção pastoral’” – referiu o Cardeal Erdo.

Entretanto, em relação aos divorciados recasados, o arcebispo Bruno Forte sublinhou a proposta de um acompanhamento pastoral especificamente ligado à capacidade de discernimento, recusando um discurso simplista de comunhão sim ou não, mas um processo em que uma pessoa se sinta protagonista da vida eclesial:

“… deve ser uma consciência retamente formada, ou seja, não pode ser uma consciência que acha bem apenas aquilo que gosta ou é cómodo: deve confrontar-se com o valor. Creio que é um processo aberto para que se necessita discernir em conjunto.”

Sobre a organização dos trabalhos sinodais o Cardeal Baldisseri informou que será seguida uma linha dinâmica evitando as longas séries de intervenções e que serão valorizados os Círculos Menores, ou seja o trabalho em pequenos grupos, que serão distribuídos no tempo e não todos ao mesmo tempo.

Sobre a informação e comunicação, o Cardeal Baldisseri reafirmou que os padres sinodais são chamados a expressarem-se com parresia porque o Sínodo é um espaço onde pode agir o Espírito Santo. Os padres sinodais poderão comunicar livremente com os órgãos de comunicação social.

A Assembleia sinodal será de 4 a 25 de outubro sobre o tema “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo”. (RS)

24/06/2015 10:31